Brasil analisa mercados para iniciar exportações de vacina contra aftosa. Mercado externo será uma alternativa à produção brasileira, quando a retirada gradual da vacina tiver início.

April 9, 2018

 

 

A exportação de vacinas contra a febre aftosa, especialmente para a China, pode ser uma alternativa para as indústrias brasileiras, quando o Brasil iniciar a retirada gradual da vacinação contra a aftosa, a partir de maio do próximo ano. A avaliação é feita pelo secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Luís Rangel.

 

O secretário explicou que falta construir um protocolo de manipulação de vírus exóticos, não autorizados no Brasil, até o momento, pelo risco biológico que oferecem. A proibição poderá acabar, pois a Comissão Sul-Americana para a Luta Contra a Febre Aftosa (Cosalfa) aponta como necessária à formação de um banco de antígenos, estratégicos para utilização em caso de reintrodução da aftosa em qualquer um dos países da América do Sul.

A instalação do Banco Regional de Antígenos/Vacinas contra a Febre Aftosa (Banvaco), apoiada pelo Brasil, também poderá demandar parte da produção nacional. Estimativas apontam que o estoque estratégico de antígenos (matéria prima da vacina) deve ser suficiente para produzir de 10 milhões a 15 milhões de doses, para atender eventuais emergências sanitárias (focos de doenças). Os Estados Unidos e o Canadá já demostraram interesse em participar da implantação do banco.

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