Commodities Agrícolas

October 8, 2018

 

Açúcar: Sexta alta: O mercado futuro de açúcar registrou a sexta alta consecutiva na última sexta-feira na bolsa de Nova York, puxado pela cobertura de posições vendidas dos fundos. Os contratos com vencimento em maio fecharam a 12,75 centavos de dólar a libra-peso, alta de 28 pontos e o maior valor desde 3 de junho. A correção acompanha a recente queda do dólar ante o real e a valorização do petróleo, o que tende a estimular a fabricação de etanol em detrimento do açúcar. Segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), 63,4% da cana colhida no Brasil de abril a 16 de setembro foram destinadas à fabricação de etanol ante 51,56% em igual período do ciclo 2017/18. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 63,11 a saca de 50 quilos, alta de 1,35%.

Cacau: Sobe e desce: Após cinco pregões de intensa volatilidade, os contratos futuros do cacau acumularam queda de US$ 34 na última semana na bolsa de Nova York. Na sexta-feira, os papéis da amêndoa com vencimento em março fecharam a US$ 2.048 a tonelada, avanço de US$ 14. A commodity tem sido direcionada pelas incertezas com a relação entre oferta e demanda mundial na safra 2018/19, iniciada este mês. Embora as previsões apontem a formação de El Niño no fim deste ano, os analistas destacam que o fenômeno terá intensidade de fraca a moderada - o que limita os impactos sobre a produção do oeste da África. No Brasil, o preço médio ao produtor em Ilhéus e Itabuna, na Bahia, caiu 0,79%, para R$ 126 a arroba, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Milho: Colheita ameaçada: As previsões climáticas para o Meio-Oeste dos EUA, onde a colheita da safra 2018/19 está a pleno vapor, deram fôlego para as cotações do milho na bolsa de Chicago na última semana. Os contratos do cereal com vencimento em março fecharam a US$ 3,80 o bushel, avanço de 0,75 centavo. Segundo a Zaner Group, há previsão de precipitações de até 178 milímetros para os próximos 10 dias em cerca de 40% da área plantada no país. O resultado das vendas externas semanais de milho dos EUA também deram suporte às cotações. De acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA, foram 1,43 milhão de toneladas vendidas entre 21 e 27 de setembro. No Brasil, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a saca de 60 quilos do grão avançou 1,12%, para R$ 38,78.

Trigo: Oferta em queda: As perspectivas de queda na oferta mundial de trigo continuaram dando sustentação ao mercado futuro do cereal nas bolsas americanas na última semana. Em Chicago, os contratos com vencimento em março fecharam a US$ 5,4025 o bushel, alta de 3,5 centavos. Em Kansas, o trigo com entrega para o mesmo mês fechou a US$ 5,4675 o bushel, avanço de 1,5 centavo. Em nota, o Commerzbank afirmou que, apesar das negativas das autoridades russas, "o mercado ainda espera claramente que as exportações de trigo da Rússia possam ser restringidas em breve". O banco observa que a previsão para a produção da Austrália é de 16,4 milhões de toneladas - o menor volume em onze anos. No Brasil, o preço médio do trigo no Paraná subiu 0,49%, para R$ 849,86 a tonelada, segundo o Cepea.

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