Coaf e Sindaçúcar não fazem objeção ao aumento do ICMS sobre o etanol em Pernambuco

November 19, 2018

Os presidentes do Sindaçúcar, Renato Cunha, e da Cooperativa do Agronegócio dos Fornecedores de Cana-de-Acúcar (Coaf), Alexandre Menezes, que também preside a Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (AFCP) foram à mesa, ontem, com o secretário executivo da Fazenda, Bernardo D'Álmeida. Em pauta, estava o reajuste de 2% do ICMS sobre o etanol, proposta listada entre os 28 projetos encaminhados pelo governador Paulo Câmara à Assembleia Legislativa na última sexta-feira.

 

 "A reunião foi pedida por nós para entendermos o pacote (de projetos enviados pelo Executivo) para que se situe se a competitividade ficaria abalada ou não", explica Renato Cunha. E completa: "Pela exposição de Bernardo e dos técnicos, a competitividade do etanol versus gasolina não está tão afetada, porque a gasolina já contém esse fundo de 2%. Eles estão tentando, na ótica deles, fazer com que haja mais arrecadação".

 

Ainda na avaliação de Cunha, Bernardo D'Álmeida e os técnicos da secretaria "tiveram a cortesia de nos mostrar a memória de cálculo", que será avaliada em reunião do Sindaçúcar na próxima segunda-feira. Em nome da Coaf e da AFCP, Alexandre Menezes, informa que está "apoiando o projeto". E adianta: "Vamos arregimentar nossas bases na Assembleia Legislativa. Os 10 mil produtores de cana do Estado estão apoiando também".

 

Leia-se: Menezes ficou de entrar em contato com os deputados e argumentar em favor do projeto, que, na análise dele, "é importante por conta da renovação do crédito presumido". Ele admite que "esse aumento do etanol tira um pouco a concorrência com relação à gasolina", mas pondera: "Em compensação, o governador está cumprindo promessa que sempre fez com o setor de renovar crédito presumido que ia encerrar em dezembro. Em primeiro de janeiro, não renovaria mais".

 

Nesta segunda-feira, Renato Cunha fará uma avaliação com os associados a respeito da alíquota sobre o etanol. "São 13 usinas, cada uma tem situação específica. Tem uma usina que não faz etanol, mas faz melaço, que é matéria-prima para o álcool. A competitividade tem que ser avaliada como um todo", considera.

 

Renata Bezerra de Melo

Please reload

Encontrou algum problema no site? Nos explique melhor aqui.