Tereos vai moer 2 milhões de toneladas de cana a menos em 2019/20 por conta de geadas

August 6, 2019

Companhia também espera por uma redução nos estoques de etanol
 

As sete usinas do Grupo Tereos vão perder em torno de 2 milhões de toneladas de cana, já contabilizadas, após as geadas de julho. Segundo a companhia, isso influenciará na produção de etanol justamente quando a safra entra em um declínio natural. Como consequência, a partir de setembro, a empresa deve ficar com estoques bem mais ajustados em relação ao mesmo período de 2018.

 

O cenário, porém, não deve ficar restrito à empresa. “O setor todo vai chegar ao último trimestre com estoques abaixo dos níveis ideais e, certamente, vamos para uma entressafra com etanol no limite”, confirmou o diretor da região Brasil do grupo francês, Jacyr da Costa Filho.

 

Ainda que as chuvas de 10 mm na região Noroeste de São Paulo, onde estão localizadas as unidades da Tereos, tenham sido consideradas razoáveis e benéficas para a época do ano – em contraste com a seca vista de maio ao final de setembro de 2018 –, as condições já estão dadas. Costa Filho trabalha com projeções de moagem de 19 a 20 milhões de toneladas de cana.

 

Deste volume de matéria-prima, 40% será direcionado para a produção de etanol. O resultado será uma produção entre 650 e 700 milhões de litros, entre hidratado e anidro.

 

Bolsa

O Grupo Tereos está se preparando para abrir o capital na Bolsa de Paris. Na França, a empresa, de viés cooperativista, atua em áreas semelhantes com outras biomassas.

 

No Brasil, a Tereos chegou a abrir o capital, mas fechou em 2016 devido à baixa liquidez de suas ações. O período era de avanço da crise setorial, com o congelamento dos preços da gasolina, o que tirava a rentabilidade do biocombustível.

 

Jacyr da Costa Filho, diretor da regional Brasil, diz não haver planos para a empresa retornar às negociações com ações na B3.

 

Giovanni Lorenzon

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