Mato Grosso do Sul moerá menos cana na entressafra e registra temporada alcooleira

October 18, 2019

Tradicionalmente, o Mato Grosso do Sul é o estado que mais mói cana durante a entressafra no Centro-Sul, quando não é o único. Na atual temporada, isso também deve ocorrer, mas com um volume menor em comparação com 2018/19.

Até o momento, três usinas já pararam, enquanto outras devem cessar as operações em breve. Portanto, das 19 unidades que moeram cana-de-açúcar na atual safra, um número reduzido estará na ativa de dezembro a final de março.

 

No estado, a corrida pela moagem foi favorecida pela estiagem. Além disso, Mato Grosso do Sul registrou uma destinação de 86,6% da matéria-prima para a fabricação de etanol, contra a participação histórica no mix de 70%.

Alguns dados da temporada 2019/20 ainda estão sendo levantados pela Associação de Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul (Biosul), entidade regional das indústrias. Porém, o presidente Roberto Hollanda Filho estima uma moagem total inferior às 3,5 milhões de toneladas de cana que viraram etanol e açúcar na última entressafra.

“Já chegamos a moer 10% da safra nesses períodos [de entressafra], mas na última safra isso foi menor e, agora, cairemos um pouco mais”, informa.

Ele ainda destaca as similaridades entre as duas safras, como a competitividade do etanol, presente desde o segundo semestre do ano passado. Além disso, a seca prolongada fez com que as usinas acelerassem a moagem nos dois anos.

Porém, avalia Hollanda, as geadas de julho ajudaram a tirar da safra, possivelmente, até 2 milhões de toneladas. Além disso, o total de açúcar recuperável (ATR) vem em queda, de 1,23%, confirmando o perfil do Centro-Sul para uma cana de menor qualidade.

De acordo com ele, a moagem no estado até o momento é de 38,2 milhões de toneladas – 10% superior ao acumulado de 2018. Na segunda quinzena de setembro, a alta foi de 70%, conforme acentua o presidente da Biosul.

Outros números do cenário sucroenergético do Mato Grosso do Sul mostram certa estabilidade, de acordo com Roberto Hollanda Filho: a renovação dos canaviais permanece entre 15% e 20%, a expansão das lavouras é modesta e os investimentos na indústria estão mais alinhados a retrofits.

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